Publicado em Histórias Lindas

Corra como uma garota Livre!

05 de março de 2021

Corra como uma garota Livre!

Tempos difíceis ?

Todo tempo passa, o bom e o ruim. Uma grande amiga corredora me disse isso num momento muito difícil, e eu sempre lembro.

Já superamos tanto. Tantos tempos tão difíceis. Deixamos para trás tantos tabus considerados impossíveis de serem quebrados, deixamos de ser, ou de ter que parecer, invisíveis.

Somos mulheres, somos meninas, somos garotas, hoje mais livres que ontem e amanhã mais do que hoje.

@lojakorrer é Feminina no nome, na alma e também nas ações e conquistas.

Então queremos que você saiba que, com ou sem grandes eventos, estamos correndo juntas. A Pandemia está nos privando dos grandes eventos, mas não dos grandes sentimentos.

A Korrer

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Ted Corbitt

05 de março de 2021

Ted Corbitt

Esse é Ted Corbitt, considerado pai da corrida de longa distância. Um afro-americano, neto de escravizados, que ajudava a família no trabalho da lavoura de algodão, nos EUA. Aproveitava a ida e a volta da escola para lavoura e vice-versa para correr. Sua 1° corrida foi aos 13 anos: correu com uma calça de veludo cotelê e descalço. E venceu.

Continuou seus estudos por incentivo da mãe e ingressou na High School e logo se tornou o melhor corredor das 800 jardas. Contrariando a maioria negra de sua época, ingressou na Universidade de Cincinnate, na qual cursou Educação Física e Saúde. Mas, sua carreira no atletismo não decolou na universidade, visto que havia muito segracionismo na época.

Continuou treinando por conta própria e se aprimorando. Estreou em Boston em 1951, prova que o fez treinar seu corpo e se autoconhecer. Foi o primeiro afro-americano a estar numa Maratona em Jogos Olímpicos (1952). Venceu inúmeras provas e era um ativista da inclusão através do esporte. Foi parado em diversas situações durante seus treinos pelo fato de ser negro. Lutou contra as questões do racismo e também da inclusão das mulheres no esporte.

Por isso, era chamado de ativista silencioso. Já na década de 1970, trabalhava com os Corredores Mestres: grupo de pessoas acima de 40 anos que desejavam superar seu rendimento. Ao longo de sua vida, Corbitt correu 223 maratonas e ultras e venceu 30 delas. Aos 82 anos ele participou de uma ultra, correndo 24 horas.

Gratidão, Ted Corbitt, por tudo o que significas para todos nós. Obrigada por nos ensinar sobre coragem, sobre determinação e sobre persistência. Obrigada por nos mostrar que todos podem buscar seus caminhos e que preconceito e racismo, sempre devem ser combatidos.

Boas, felizes, lindas e respeitosas corridas!

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Cathy Freeman

05 de março de 2021

Cathy Freeman

Cathy Freeman é atleta velocista. Descendente de aborígenes (povos nativos da Austrália) Cathy entrou para a história dos Jogos Olímpicos, como sendo a primeira aborígene a vencer uma prova. Ela foi medalha de ouro nos 400m rasos nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000. O esporte entrou para sua vida por incentivo do padastro quando tinha 17 anos.

De lá para cá, foram inúmeras vitórias, sempre levando a causa de seu povo como lema. Os aborígenes sofrem discriminações, como diversos povos nativos ao redor do mundo e Cathy sempre buscou combater essa ideia usando o esporte como ferramenta. Para se ter uma noção do tamanho da conquista dessa atleta, ela equivale a termos uma descendente de algum povo indígena brasileiro conquistando a medalha de ouro em uma olimpíada.

Durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Sidney, Cathy foi escolhida para acender a pira olímpica. No dia de sua vitória nos 400m, ao fazer sua volta olímpica, ela carregou a bandeira da Austrália e a bandeira aborígene nativa. Em 2007, a atleta criou a Fundação Catherine Freeman, uma organização não governamental que atende crianças indígenas australianas.

Gratidão, Cathy, por todo legado de garra e determinação que deixas para todos. Obrigada por nos ensinar que o esporte é verdadeiramente lugar para todos independente de sua etnia. Obrigada por colocar o povo nativo de seu país na história e mostrar que também pode vencer.

Bora "vencer" mais uma linda semana que se inicia?

Boas, felizes, lindas e respeitosas corridas!

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Josia Thugwane

05 de março de 2021

Josia Thugwane

Josia Thugwane é sul-africano e viveu em seu país durante a luta pelo apartheid. Vem de uma família muito pobre. Foi abandonado pelo pai e depois pela mãe. Ficou sob os cuidados da avó e do tio.

Não tinha acesso a água, a luz elétrica e a escola. Cresceu trabalhando para sobreviver, primeiro na lavoura depois em mina de carvão. Em torno dos 16 anos, um grupo de corredores passou correndo por ele enquanto estava em seu horário de pausa. Ali nascia uma paixão. A corrida lhe parecia a liberdade tão desejada em seu país e em sua própria existência.

Dedicou-se aos treinos, mudou de emprego para garantir saúde a seus pulmões longe das minas. 5 meses antes da prova que mudou sua vida, Josia foi vítima de um assalto e foi baleado no rosto. Com garra, dedicação e auxílio de amigos, ele conseguiu recuperar-se a tempo. Em 14/08/1996, em Atlanta, Josia Thugwane entrou para a história de seus país: ele foi o primeiro sul-africano a vencer uma maratona olímpica.

Com o número 2122 ele entra no estádio de Atlanta ovacionado pelo público. Com o tempo de 2:12:36 ele venceu a prova numa disputa acirrada até a linha de chegada. Ao subir no lugar mais alto do pódio ele dedicou sua vitória a Mandela "Seus esforços para acabar com o apartheid nos tornaram livres. Livres para correr". A partir dali, a corrida lhe proporcionou aquilo que ele não tinha até então: uma moradia digna para sua família.

Como ele mesmo diz, "não preciso de muito' mas sou grato pelo que conquistei". Gratidão, Josia Thugwane, por nos mostrar que mesmo diante do nada é possível ir além. Obrigada por nos ensinar que a corrida transforma a vida das pessoas e que abandono não significa abandonar sonhos. Obrigada por tudo o que representas para o esporte e para o teu país.

Obrigada por nos ensinar que correr é libertar-se!

Que a corrida sempre nos lembre de que podemos transformar o mundo num lugar melhor, ontem, hoje e sempre!

Boas, felizes, lindas e respeitosas, corridas!

Por @anapaulamflores

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