Publicado em Nenhuma Categoria

Sobre histórias que a "história" não contou

26 de novembro de 2020

Sobre histórias que a "história" não contou

A história de hoje tem sotaque mineiro e traz a marca da garra e da luta nas pistas e na vida. Irenice Rodrigues marcou a história do esporte brasileiro, por ser primeira mulher a disputar a prova dos 800 m. Em pleno regime militar, numa época na qual essa prova era proibida para as mulheres, porque acreditava-se que era "desgastante demais para as possibilidades físicas femininas", Irenice fez acontecer. Trouxe a luta contra o racismo, pela igualdade racial e pela justiça do trabalho, para as pistas. Competiu no Pan de Winnipeg (1967) e foi recordista dos 400m e dos 800m. Mas, a considerada ousadia da época teve um preço. Irenice foi "desligada" dos Jogos Olímpicos de 1968, acusada de "conduta antidesportiva" e teve seus registros no esporte apagados dos documentos oficiais. Irenice deixou seu legado de luta pela igualdade racial e pela condição da mulher marcados em nossa história.

Que possamos continuar sua luta, mostrando que diferenças não devem continuar sendo transformadas em desigualdades, tanto nas pistas como na vida.
Gratidão, Irenice, por ter mostrado que ser mulher e negra, não é um limitador. Conquistas como a sua contribuem para que, pouco a pouco, os preconceitos sejam desconstruídos.

Sigamos tendo a garra e a coragem de Irenice: hoje e sempre!

Boas, felizes, lindas e respeitosas corridas!

#LojaKorrer
#HardtDesde1921
#LibertadoresDaKorrer
#VidasNegrasSãoLindas
#CorrerComRespeitoÉLindo
#AmarAoPróximoÉLindo
#MulheresQueCorremSãoLindas
#AutistasSãoLindos
#AnimaisPrecisamDeAmor
#LindaNaturezaPreservada

Visualizar post
Publicado em Nenhuma Categoria

Você conhece seu limite?

23 de novembro de 2020

É do Quênia que vem a história de hoje. Num corpo de 1,67m, 52Kg com passadas amplas e ritmadas, Eliud Kipchoge é um dos maiores corredores de todos os tempos. Ele está para as maratonas, assim como Usain Bolt para as provas rápidas. Para manter-se motivado, ele vive no alojamento que recebe atletas de todos os níveis, longe de sua família. Lá ele treina, compartilha as tarefas domésticas com os companheiros de treino e se mantem motivado e focado. É dono do recorde mundial em maratonas, em Berlin (2018) com o tempo de 2h01min39s. Em 2019, a empresa Ineos promoveu uma prova fechada (não reconhecida pela IAAF), em Viena, na qual Kipchoge quebrou a barreira da Maratona e correu 42Km abaixo de 2h, fazendo o tempo de 1h59min50s. Acompanhado dos melhores corredores do mundo como pacers ele declarou sua felicidade em mostrar ao mundo que "Nenhum ser humano tem limites". Além de treinar o corpo, o queniano também treina a mente: lê de 2 a 3 livros por mês e ao dar uma palestra na Universidade de Oxford, destacou que sua experiência está baseada no trabalho em equipe, em ter como motorista de sua mente pensamentos positivos, em manter consistência, em saber que zona de conforto existe para serem desconstruída e em acreditar em si mesmo.
"Se você deseja realizar seus sonhos, basta estar com as pessoas certas e ler bons livros".
Inspirador, não é mesmo?

Gratidão, @kipchogeeliud
por nos mostrar que podemos conhecer e ampliar nossos limites a cada.

Boas felizes, lindas e respeitosas corridas!

#HardtDesde1921
#LibertadoresDaKorrer
#VidasNegrasSãoLindas
#MulheresQueCorremSãoLindas
#AutistasSãoLindos
#LindaNaturezaPreservada
#AnimaisPrecisamDeAmor
#AmarAoPróximoÉLindo
#CorrerComRespeitoÉLindo

Visualizar post
Publicado em Nenhuma Categoria

De Ceilândia para o mundo

19 de novembro de 2020

De Ceilândia para o mundo

De Ceilândia para o mundo

Já que 5°feira é dia de #tbt e que estamos num ano no qual a maior parte das grandes provas não aconteceu como de costume, vamos relembrar a história de um brasileiro. Marilson dos Santos já emocionou o Brasil com lindas conquistas. Por duas vezes (2006 e 2008) atletas do mundo inteiro, viram um brasileiro cruzar a linha de chegada de uma das maiores maratonas do mundo a @nycmarathon . Assim, Marilson passou a ser o primeiro sulamericano a vencer a Maratona de Nova York. Em 2019, Marilson recebeu uma homenagem muito especial: entrou para o Hall da Fama da Maratona de Nova York e declarou que se sentiu honrado por representar nosso país e receber esse prêmio. E onde tudo isso começou? @marilsondossantos foi descoberto ainda na infância. Passou primeiro pelo futebol e, por influência do irmão passou a correr. E, aos 12 anos integrou a equipe do atletismo em Brasília. O treinador Albenes Silva sabia do futuro promissor do garoto. Ainda na adolescência, Marilson foi morar em uma república na cidade de Santo André, para treinar no Sesi. A partir dos anos 2000, teve como treinador o ex-atleta olímpico Adauto Domingues. Juntos, Marilson e Adauto, construíram um caminho repleto de grandes conquistas, pelo Brasil e pelo mundo. Em solo brasileiro, Marilson foi tricampeão da São Silvestre (2003, 2005 e 2010), dentre inúmeras outras provas.

Gratidão, @marilsondossantos pelo legado de garra e determinação. Obrigada por ser esse exemplo para tantas gerações. Obrigada por mostrar ao mundo do que somos capazes!

Boas, felizes, lindas e respeitosas corridas!
#lojaKorrer
#HardtDesde1921
#LibertadoresDaKorrer
#VidasNegrasSãoLindas
#MulhetesQueCorremSãoLindas
#AutistasSãoLindos
#LindaNaturezaPreservada
#AnimaisPrecisamDeAmor
#AmarAoPróximoÉLindo
#CorrerComRespeitoÉLindo

Visualizar post
Publicado em Histórias Lindas

Montanha também é lugar de mulher?

16 de novembro de 2020

Montanha também é lugar de mulher?

Essa é Mira Rai (31 anos), uma nepalesa que se transformou em heroína num país no qual as mulheres são consideradas "paraya dham", propriedade de alguém e que não tem acesso à educação. O destino das meninas nepalesas são as atividades domésticas. Mira vem de uma família pobre e que morava na Aldeia Samu Duma 9, no leste do Nepal. Aos 11 anos ela ia correndo ao mercado que ficava a uma distância de 3 horas, comprava os sacos de arroz e voltava correndo (cada saco tinha em média 28 Kg). Para sair da pobreza e aprender coisas novas, já que meninas não tinham essa escolha, Mira se inscreveu na exército da guerrilha maoista, aos 15 anos, em troca de comida e de aprendizados. Lá teve acesso à comida,
treinamento militar, preparação física. Lá ela viveu a experiência que mulheres são fortes, tinham as mesmas oportunidades que os homens e assim sentiu-se valorizada por ser mulher. Lá ela também conheceu a Trail Running. Quando o conflito acabou a corrida já tinha entrado em sua vida, mas a miséria insistia em lhe perseguir. Numa prova de 21Km pelas montanhas a atleta desmaiou a 400m da chegada, por não ter se alimentado. Aos poucos foi conquistando patrocínios e transformando sua realidade. Hoje ela integra o Hong Kong Trail Running e atua no Programa Exchange and Empower que garante acesso à educação, a treinos e desenvolvimento profissional a meninas do país.
Gratidão @mira.rai por ser inspiração para meninas num país que ainda não lhes viabiliza certas escolhas.
Gratidão por mostrar ao mundo que montanha também é lugar de menina.

Boas, felizes, lindas e respeitosas, corridas!
#LojaKorrer
#HardtDesde1921
#LibertaforesDaKorrer
#MulheresQueCorremSãoLindas
#AmarAoPróximoÉLindo
#NaturezaLindaPreservada
#CorrerComRespeitoÉLindo
#VidasNegrasSãoLindas
#AnimaisPrecisamDeAmor
#AutistasSãoLindos

Visualizar post
CADASTRE-SE EM NOSSA NEWSLETTER E RECEBA OFERTAS EXCLUSIVAS!